Há amigos que queremos. Se o teremos, não sei. Mas que fazem parte da nossa vida de um modo tão real, escrevem em suas páginas o que está na nossa alma e gritam as injustiças que disparam a indignação de nosso coração.
Há amigos que são nossos. Se sabem que também nos pertencem, não sei. Mas que acalmam nosso espírito agitado. Trazem ânimo, para a esperança já quase escassa e conseguem renovar nossa vontade de tentar outra vez.
Eles também contradizem nossos dizeres, mas só conseguem despertar de um trilhão de novos pensamentos, e isso não deveria ser? Outras tantas possibilidades?
Dá vontade de abraçar esses amigos. Por que são amigos? Porque nos humanizam, quando o coração quer endurecer. Porque se mostram simples, frágeis, falhos... provendo a identificação. Mas continuam... embora, mesmo que, apesar de...